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Pagamento com cartões aumenta 8% em 2020

Brasileiros movimentaram R$ 2 trilhões em pagamentos com cartões no ano passado


Fonte: Valor Econômico - 10 de Fevereiro de 2021

Os brasileiros movimentaram R$ 2 trilhões em pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pagos em 2020, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O número representa um crescimento de 8,2% ante 2019. Se forem considerados os valores transacionados devido ao auxílio emergencial, a alta chega a 11,1%.

As transações no crédito somaram R$ 1,18 trilhão, alta de 2,6%. No débito, o crescimento foi de 14,8%, com R$ 762,4 bilhões (seria alta de 22,7% se fosse levado em consideração o auxílio emergencial). Os cartões pré-pagos cresceram 107,4%, chegando a R$ 45,3 bilhões.
 
Segundo a Abecs, a recuperação do setor “atingiu seu ápice no último trimestre de 2020”, período em que as transações eletrônicas cresceram 15,3%, movimentando R$ 609,6 bilhões. Os pagamentos digitais passaram a ter 46,4% de participação no consumo das famílias nos últimos três meses de 2020. No mesmo período de 2019, eles eram 43%.
 
A Abecs também mapeou os gastos dos brasileiros no exterior, que fechou 2020 no menor patamar em 16 anos, tanto devido à alta do dólar como à pandemia. Os dados da Abecs mostraram uma queda de 60% nos gastos dos brasileiros em outros países quando feita a comparação em dólar (foram gastos US$ 3,46 bilhões). Em real, a queda foi de 50,7% (R$ 16,8 bilhões).
 
As compras remotas com cartão subiram mais de 30% e impulsionaram o varejo em 2020, segundo a Abecs. Ao todo, foram gastos R$ 435,6 bilhões nesse tipo de compra, uma alta de 32,2% ante 2019.
 
Desse total, R$ 388,2 bilhões foram no cartão de crédito, um avanço de 19,8%. Apesar da forte presença do crédito, o débito ganhou muito espaço, com uma alta de 1.272%, atingindo R$ 43,9 bilhões. Esse aumento acontece especialmente devido à pandemia, quando muitas pessoas passaram a comprar on-line, o que levou os e-commerces a melhorar a aceitação do débito.
 
Já os gastos nos cartões pré-pagos em compras remotas subiu 53,6%, atingindo R$ 3,4 milhões.