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Margem consignável: entenda o que é e aprenda a calcular

18 de Agosto de 2020

Uma das dúvidas mais comuns na contratação do crédito consignado é sobre a Margem Consignável. Ela define um limite de 35% do valor que pode ser comprometido em um empréstimo consignado, que é descontado direto do contracheque do servidor público ou do benefício de aposentados e pensionistas e do INSS. 
 
A regra também define que 5% do valor do empréstimo é para utilização pelo cartão de crédito consignado. Essa determinação foi estabelecida pelo Decreto 8.690/2016. O teto foi criado para evitar o superendividamento da população. Dessa forma, o tomador pode reservar uma parte do orçamento para recursos mais básicos.
 

Como calcular a margem consignável?

Saber calcular o valor da margem consignável é um fator importante para organizar o orçamento e evitar a inadimplência. Para isso, basta fazer a seguinte conta: valor líquido do benefício ou da renda dividido por 100 e multiplicado por 30. Assim, podemos obter os 30%, ou seja, o valor máximo da parcela mensal do empréstimo.
 
Esse cálculo engloba apenas a margem do empréstimo, e não do cartão. Na prática, uma pessoa que ganha R$ 2 mil líquidos, por exemplo, pode comprometer com o crédito consignado até R$ 600,00. Já um cliente que recebe em média R$1 mil, terá a margem consignável de R$ 300,00.
 
No consignado também é possível realizar mais de um empréstimo, mas a margem continua sendo a mesma. Ou seja, se um aposentado ou pensionista pode realizar um empréstimo de até R$ 500 e já tenha uma parcela de R$ 350, ele poderá assumir outra dívida no valor de até R$150.
 

Margem negativa

Para quem estiver com a margem negativa, isto é, quando o valor da parcela ultrapassar os 30% estabelecidos, basta solicitar um refinanciamento ou a portabilidade de crédito. A primeira opção refere-se à troca da dívida por outra, com a liberação de um novo crédito. Nessa operação há a liberação do saldo credor para o cliente.
 
Já a portabilidade é a transferência da dívida de um banco para outro, com juros menores. Em outras palavras, a instituição assume o valor a ser quitado, pagando o empréstimo ao banco original. A operação libera uma nova margem consignável, ao alongar o prazo ou reduzir os juros, pois a prestação mensal cai, o que facilita a vida de muitos consumidores. Essa modalidade está disponível em alguns bancos. Outra alternativa viável é recorrer ao cartão de crédito consignado para emergências menores, já que o limite é de 5%, além dos 50% dedicados a contratação de empréstimos.