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Como ser um Correspondente Bancário

27 de Março de 2020

Você sabe o que é um correspondente bancário? O termo é definido pelo Banco Central do Brasil como “empresa contratada por instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo Bacen para a prestação de serviços de atendimento aos clientes e usuários dessas instituições.”
 
Em outras palavras, é uma pessoa jurídica que pode ser empresa, associação ou qualquer instituição que trabalha como agente intermediário entre bancos e clientes. Pessoas que não possuem um estabelecimento e atuam como PJ também são enquadradas nesta categoria, como por exemplo o Correspondente Caixa Aqui.
 
Para poder operar, o correspondente bancário precisa ter uma autorização do Bacen, conforme é previsto na Resolução 3.954/2011, que define a política de contratação. Isso significa que qualquer instituição autorizada pode atuar como correspondente bancário, sendo vinculada ou não ao Sistema Financeiro Nacional. Padarias, lojas de crédito, supermercado, entre outras.
 

Principais ações

Antes de tudo, tenha ciência de que um correspondente bancário não é um banco. A empresa promotora de crédito ou correspondente bancário recebe uma comissão da instituição financeira para poder oferecer os serviços em nome da própria companhia. Os mais comuns são:
 
1 - Recebimento e encaminhamento de propostas para  abertura de contas e cartão de crédito;
2 - Recebimentos e pagamentos de qualquer natureza;
3 - Transferências eletrônicas;
4 - Atividades relacionadas a convênios de prestação de serviços ou contratos da instituição contratante;
5 - Saques da própria instituição financeira correspondente e do INSS
6 - Ordens de pagamento;
7 - Solicitação de empréstimos pessoais ou para empresas.
 

O que é preciso para ser um correspondente bancário?

Para quem quer realizar serviços comuns, como pagamentos, basta entrar em contato com a instituição para qual deseja trabalhar e entregar os documentos exigidos. Normalmente, são solicitados: CNPJ, contrato social, comprovante de residência, comprovante de conta em banco, entre outros. Após esse processo, a instituição comunica a contratação do correspondente bancário ao Bacen. Em seguida, será realizada uma análise para saber se há alguma restrição fiscal, criminal ou comercial para aprovação do cadastro pelo Banco Central do Brasil.
 
No caso das operações de crédito, especificamente, a resolução do Banco Central determina que os profissionais que atuam na empresa promotora de crédito ou correspondente bancário deve possuir a Certificação Profissional de uma instituição reconhecida, como a Aneps. Para isso, basta realizar o exame de certificação. Clique aqui e saiba mais.
 
Além da certificação do agente de crédito, o correspondente precisa manter o cadastro das pessoas que trabalham com ele sempre atualizado, contendo os dados sobre a licença de trabalho.
 

Quanto Ganha um Correspondente Bancário

A Resolução 3.954/2011 do Banco Central também prevê que a instituição contratante deve remunerar o correspondente bancário, de acordo com a gestão de riscos das operações. É autorizada qualquer forma de pagamento ao correspondente, incluindo adiantamentos por meio de operação de crédito, aquisição de recebíveis ou constituição de garantias, pagamento de despesas, distribuição de prêmios, bonificações, promoções ou qualquer outra forma. O dispositivo foi incorporado à norma em 2012, a partir da Resolução 4.035/2011.
 
Em relação às operações de crédito, o Conselho Monetário Nacional determinou, em 2013, que os correspondentes bancários que fecham contratos de empréstimo em nome das instituições recebam à vista 6% do valor de cada operação contratada como comissão, o restante é pago de forma diferida ao longo do contrato. Essa medida entrou em vigor em 2015. Antigamente, não havia limite para o pagamento à vista.
 

História

A categoria surgiu nos anos 2000, com as Resoluções 2640 e 2707 do Conselho Monetário Nacional. Ambos permitiram a contratação desses estabelecimentos pelas instituições bancárias e, posteriormente, pelas demais instituições financeiras (Resolução 3156/2003). Em 2000, havia aproximadamente 20 mil correspondentes atuando no País. Em 2019, o número chegou a quase 130 mil.
 
O ápice dos correspondentes bancários veio com o advento do crédito consignado, em 2005. Os bancos tiveram um suporte essencial para atender à demanda vinda dos pensionistas do INSS.
 
Nos últimos dez anos, o número de correspondentes bancários cresceu exponencialmente no Brasil para atender à demanda em localidades sem serviços bancários e regiões de menor renda. Hoje, o setor conta com mais de 1,5 milhão de colaboradores.