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Caixa vê lucro subir 81,8% no trimestre, para R$ 1,5 bilhão Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado


Fonte: VALOR ECONÔMICO - 24 de Maio de 2017

SÃO PAULO  ­  (Atualizada às 9h) A Caixa registrou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 81,8% em relação ao mesmo período de 2016 e de 115,3% em relação aos três meses anteriores.

 

O resultado recorrente, que desconsidera os efeitos extraordinários, totalizou R$ 1,7 bilhão, 49,6% maior que o verificado no primeiro trimestre de 2016 e avanço de 0,6% em relação a dezembro do ano passado.

 

O aumento do lucro líquido foi impulsionado pelo crescimento das receitas com operações de crédito, diminuição nas despesas com captação de recursos, avanço nas receitas com prestação de serviços e controle das despesas com pessoal, administrativas e operacionais.

 

A margem financeira bruta totalizou R$ 12,6 bilhões no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 9,3% em relação ao primeiro trimestre de 2016, influenciado pela evolução de 4,0% nas receitas com operações de crédito e pela redução de 2,5% nas despesas de captação.

 

As receitas com prestação de serviços subiram 13,7% em 12 meses, totalizando R$ 6 bilhões. As outras despesas administrativas diminuíram 1,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2016. As despesas de pessoal corresponderam a R$ 5,9 bilhões, alta de 8,1% no trimestre e 17,2% em 12 meses.

 

Elas sentiram o impacto do Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE), que teve um efeito de R$ 560,2 milhões. Sem esse impacto, as despesas de pessoal aumentariam 6,1%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) foi de 7,6% em março, redução de 2,6 ponto percentual em 12 meses.

 

Na comparação com o quarto trimestre, o retorno cresceu 1 ponto. O banco encerrou março com um total de ativos de R$ 1,281 trilhão, crescimento de 3,2% em 12 meses.

 

Carteira de crédito A Caixa fechou o primeiro trimestre com saldo de R$ 715 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, o que mostra alta de 0,8% em relação a dezembro e de 4,5% frente a março do ano passado.

 

O montante representa 22,8% do sistema financeiro nacional, ressaltou a instituição no relatório que acompanha as demonstrações financeiras. A alta é explicada em boa parte pela carteira imobiliária, que cresceu 1,7% em três meses e 6% em 12 meses, chegando a R$ 412,9 bilhões.

 

Pouco mais da metade desse valor representa créditos concedidos com recursos do FGTS. Outro destaque do primeiro trimestre foi a carteira de infraestrutura, que teve alta de 0,5% em relação a dezembro e de 8% na comparação com março de 2016, totalizando R$ 78,9 bilhões.

 

A carteira de crédito comercial a pessoas físicas ficou estável no trimestre, encerrando março em R$ 101,9 bilhões. Na comparação com março do ano passado, houve recuo de 0,6%. O saldo de operações com pessoa jurídica encolheu 1,6% no trimestre e 7,8% em 12 meses, para R$ 87,7 bilhões.

 

“Nesse contexto de recuo da atividade econômica e condições ainda desfavoráveis no mercado de trabalho, o saldo do crédito total vem registrando declínio, com maior recuo do crédito com recursos livres em relação ao direcionado, em contexto de taxas de juros e de inadimplência ainda elevadas”, afirmou a Caixa.

 

O índice de inadimplência da Caixa, representado por operações com mais de 90 dias de atraso, era de 2,83% no fim de março, O indicador ficou estável na comparação com dezembro e diminuiu 0,7 ponto percentual em relação a março de 2016. Na carteira comercial, a inadimplência no segmento de pessoa física cedeu 0,4 ponto em três meses e 0,9 ponto em 12 meses, para 5,75%.

 

Na categoria de pessoas jurídicas, a queda foi de 1 ponto e 1,8 ponto, respectivamente, para 4,71% no fim de março. A inadimplência no crédito à habitação era de 1,99% no fim do primeiro trimestre, com alta de 0,4 ponto frente a dezembro e baixa de 0,3 ponto em 12 meses.