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Caixa tem 10 mil milhões de crédito para distribuir

Paulo Macedo recusa que a recapitalização seja excessiva e garante que a redução de quadros vai ser feita recorrendo a reformas antecipadas e rescisões amigáveis.
Fonte: TSF - 13 de Abril de 2017

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) disse esta quinta-feira no parlamento que será lançado no final deste mês um programa de rescisões por mútuo acordo para cumprir o plano de redução de 2.000 trabalhadores do banco até 2020.
 
"O primeiro programa de rescisões por mútuo acordo, a disponibilização para os trabalhadores escolherem se querem ou não aderir, será lançado no final deste mês", disse Paulo Macedo, que hoje está a ser ouvido pelos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças, na Assembleia da República.
 
Contudo, o responsável sublinhou que o banco mantém a intenção de reduzir o quadro de pessoal sobretudo através de reformas antecipadas, tal como definido no plano inicial acordado entre as autoridades portuguesas e a Comissão Europeia.
 
No âmbito do plano estratégico negociado com a Comissão Europeia como contrapartida de uma recapitalização do banco público de cerca de 5.000 milhões de euros (2.500 milhões de injeção direta de dinheiro do Estado), a CGD terá de cortar cerca de 2.000 postos de trabalho até 2020, num processo em que prevê gastar 150 milhões de euros.
 
De acordo com os últimos dados disponíveis, no final de 2016, o banco tinha 8.133 trabalhadores em Portugal, menos 297 do que no final do ano anterior, quando eram 8.410.
 
Macedo diz que imparidades não justificam totalidade das necessidades de capital
O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos disse hoje que não foram apenas as imparidades que motivaram a recente recapitalização de 5.000 milhões de euros e que seriam necessários 1.600 milhões só para fazer face às exigências regulatórias.
 
"As necessidades de capitalização da Caixa não se devem só à questão das imparidades. Entre 2012 e 2017 as exigências de regulação aumentaram três pontos percentuais. Independentemente do exercício de imparidades, só por questões regulatórias, haveria que aumentar capital em 1.600 milhões de euros", afirmou Paulo Macedo, perante os deputados da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças da Assembleia da República.
 
O gestor lembrou ainda que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve prejuízos consecutivamente nos últimos seis anos pelo que isso também contribui para as necessidades de capital e voltou a assumir que este ano não será diferente: "Este ano vai ser o sétimo em que a Caixa dá prejuízo".