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Vale a pena usar o FGTS como garantia no consignado?


Fonte: METRO - 10 de Abril de 2017

A liberação do uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados pode reduzir os juros cobrados nessas operações. Pelas regras divulgadas na última semana, os empréstimos podem ser feitos em até 48 meses, com taxa máxima de juros de 3,5% ao mês, ou 51,1% ao ano.  As condições, no entanto, não foram ainda definidas pelos bancos.
 
“O risco de inadimplência no consignado é sempre muito baixo. Haverá uma competição entre as instituições”, afirma Raphael Toledo Piza, professor da Faculdade Fipecafi, que vê taxas mais próximas de 2,5% ao mês.
Segundo dados do Banco Central, hoje, os juros cobrados pelos cinco maiores bancos do país em empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado vão de 2,51% ao mês (ou 34,61% ao ano), no Banco do Brasil, a 3,43% ao mês (ou 49,88%).
 
Segundo Piza, o empréstimos consignados com garantia do FGTS será uma boa opção para pagar dívidas mais caras. É o caso de quem está pagando juros do cartão de crédito – que estão em 481,5% ao ano – ou do cheque especial (327% ao ano).
 
“A linha deve ser usado por quem está endividado. Se ele tiver perspectiva que vai se enforcar, sabe que vai cair no cheque, ele pode, eventualmente, utilizar esse empréstimo, mas deve avaliar sua situação com calma”, diz.
É necessário avaliar também se compensa comprometer o FGTS, que principal reserva do trabalhador em caso de desemprego, com um empréstimo. “Mas pode ser pior ficar enrolado com dívidas elevadas no banco. Com tempo, ele pode recompor esses valores”, afirma Piza.
 
Uma dica para quem vai tomar o empréstimo é sempre perguntar qual é o Custo Efetivo total da operação. “Os bancos são obrigados informar.  Muitos cobram taxas que acabam encarecendo o empréstimo”, diz o professor.
 
A Caixa informou que está implementando os ajustes necessários para oferecer o consignado com garantia do FGTS, mediante a solicitação do cliente e de acordo com os convênios firmados com as empresas.  O Santander disse  que oferecerá a linha, mas detalhes sobre as condições de financiamento dependem das regras estabelecidas pela empresa no convênio.
 
O Bradesco oferecerá a linha “tão logo o sistema operacional entre as partes envolvidas esteja apto a operar”. Itaú Unibanco e Banco do Brasil estão avaliando as novas regras.
 

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